Boletim da SBEC
Salvador, Setembro de 2002
Número 2, 2002
1. NOTA EDITORIAL
O Boletim Informativo da SBEC a partir deste número terá uma forma diferente. Ficará maior, com matérias assinadas, sendo aberto também para as contribuições em inglês, francês e espanhol. A sua freqüência passa a ser semestral, na tentativa de preparar uma transição para a revista virtual, com corpo editorial, conforme ficou decidido no último encontro da SBEC. Neste contexto, solicitamos a colaboração de todos os membros da SBEC de enviar artigos, resenhas e notícias. Será importante também receber dos membros da SBEC sugestões quanto à programação visual e todas as dicas pertinentes e úteis à implantação da revista da SBEC. Além disso, gostaríamos de obter indicação dos nomes dos pesquisadores na área da Educação Comparada que poderiam compor Conselhos Editoriais Nacional e Internacional.
Sem dúvida, o surgimento da revista semestral da SBEC deve fortalecer e dinamizar as atividades da Sociedade Brasileira de Educação Comparada. A direção da SBEC está solicitando dos Vice-presidentes regionais a ajuda no sentido de conseguir os endereços, telefones e e-mails atualizados dos sócios da SBEC para os contatos mais eficientes e rápidos.
2. TRABALHOS DA REUNIÃO ANUAL DA SBEC NA REVISTA "GESTÃO EM AÇÃO"
Em agosto deste ano, foi lançado o novo número da revista "Gestão em Ação" (v.5, n.1, 2002) totalmente dedicado aos trabalhos apresentados por ocasião da Reunião Anual da SBEC, ocorrida nos dias 29 e 30 de novembro de 2001 em Salvador, Bahia. No contexto do encontro em questão foi realizado o Seminário "Tendências Nacionais e Internacionais na Avaliação Educacional do Terceiro Milênio", promovido em ação conjunta pela Sociedade Brasileira de Educação Comparada-SBEC, pela Agência de Avaliação UFBA/ISP-FAPEX e pelo Núcleo de Avaliação Educacional do ISP/UFBA.
Com Editorial escrito pelo Presidente da SBEC, Dr. Robert E. Verhine, a revista inclui contribuições de Cândido Alberto da Costa Gomes ("Tendências nacionais da avaliação em educação: problemas de um país que passou a ter avaliação"), Maria Helena Dourado ("Avaliar a aprendizagem em larga escala: um grande desafio"), Ângela Tamiko Sato Tahara e Maria José Santos Teles ("Avaliação do curso de especialização em administração e qualidade hospitalar"), Sylvia Maria de Aguiar Coelho ("A avaliação institucional das escolas públicas no Estado do Ceará"), Bohumila Araujo, Beatriz Sarmento, Laura Miranda e Valdinei Souza ("Pólo de Avaliação/UniRede"), Edivaldo Boaventura ("Educação planetária em face da globalização"), Marta Luz Sisson de Castro ("Avaliação da educação: análise temática e temporal - Periódicos nacionais 1982-1994"), Zélia M. S. Araújo Santos e Raimunda Magalhães da Silva ("Processo ensino-aprendizagem: avaliação numa abordagem transformadora) e Katia Siqueira de Freitas, Dione Sá Leite Carvalho, Jussiara Xavier Pinheiro ("Avaliação externa em unidades de ensino fundamental em Salvador: emoções e reações da comunidade escolar").
3. XX CONGRESSO DA CESE 2002
Clélia de Freitas Capanema, Universidade Católica de Brasília
A Sociedade de Educação Comparada na Europa - CESE - realizou, de 15 a 19 de julho próximo passado, sua vigésima Conferência, desta vez no Instituto de Educação da Universidade de Londres. O evento foi coordenado pelo Professor Dr. Robert Cowen, Vice-Presidente da CESE, a quem se devem cumprimentos pela organização, pelo esmero da programação e pela eficiência com que os trabalhos se desenvolveram.
O tema central da conferência foi: Rumo ao fim dos sistemas educacionais? A Europa numa perspectiva mundial. Oito grupos de trabalho detalharam o grande tema, com um total de 102 trabalhos apresentados.
O grupo de trabalho nº 1 concentrou-se na seguinte questão: Existe um novo discurso internacional não apenas sobre a 'era da informação' mas também sobre novas formas de 'educação'? Até que ponto educação permanente exige a reconstrução dos sistemas educacionais? Quais são as pressões e políticas que implicam a retirada do Estado do provimento de educação e a necessidade de 'novos parceiros'?
A questão proposta ao grupo nº 2 foi: Com a emergência de economias modernas retardatárias quais são as mudanças nas relações entre 'sistemas educacionais', crescimento econômico e a divisão do trabalho? Na medida em que sistemas universitários se tornam mais fluidos, e a preocupação dos Estados com a competição internacional cresce, como deve ser entendida a produção e a gestão do conhecimento? Isto é parte do fim dos 'sistemas educacionais'? O que os novos vocabulários de produção e gestão do conhecimento implicam? Conhecimento de quem e útil para que?
Já o grupo nº 3 focalizou seus trabalhos em torno da questão: Uma das tradicionais funções Durkheimianas dos sistemas escolares tem sido socializar o jovem e contribuir para a coesão social e até nacional. Se a forma convencional de 'sistemas educacionais' entra em colapso, que agências e processos de aprendizagem contribuirão para a coesão social? Como? De que maneiras e através de que agências são os princípios de coesão social expressos em novas modalidades de aprendizagem, como as universidades cooperativas e uma variedade de formas de educação a distância?
Para o grupo 4 a questão central foi: Como estão mudando os conceitos herdados de 'conhecimento' na forma em que têm sido oferecidos nos sistemas escolares? Estão mudando alguns conceitos de 'ser educado' como informação, posse de dados, aprendizagem¸ conhecimento escolar? Em que direção? O que é um professor nestes conceitos?
O grupo nº 5 trabalhou em torno da pergunta: Como um computador ensina? Na medida em que o formato dos sistemas educacionais muda, novos estilos de ensinar e novas maneiras de aprender estão sendo construídos. Que debates isto levanta? Como as novas maneiras de ensinar e aprender afetam os modos tradicionais de controle profissional? Novas formas de aprender significam novas formas de exames? Como lidar com os problemas de controle de qualidade nas 'redes de aprendizagem' emergentes?
No grupo 6 os trabalhos se relacionaram ao tema: Até que ponto os novos padrões emergentes de provimento de educação estão expandindo a separação norte-sul e criando novas formas de uma internacional eqüidade educacional ? Em que sentido estão emergindo novas minorias aos níveis internacional, regional e nacional? E quais são as conseqüências de novas formas de 'educação' e as políticas de seu provimento para a inclusão e a exclusão, identidades em termos de classe, raça, etnia, gênero e capital social e cultural? Somos todos híbridos agora?
Para o grupo nº 7 a questão foi: Países no Centro e no Leste europeu têm tido formas clássicas de sistemas educacionais e vários agora têm formas reconstruídas de sistemas educacionais. Outros estão em processo de reconstrução. Isto contrasta com a forte estabilidade na criação dos sistemas escolares da Escandinávia e com o lento, mas contínuo impulso nos sistemas educacionais democráticos como da França, do Reino Unido, da Itália, Espanha e Grécia. Na medida em que a Europa muda para uma 'economia do conhecimento' e procura alguma harmonização da educação, quais são as contradições entre essas tradições sócio-políticas e os novos padrões de aprendizagem?
O nº 8 foi o grupo dos Jovens Pesquisadores, com a expressa intenção da CESE de motivar e estimular os jovens, de forma a lhes dar a oportunidade de começar sua vida acadêmica.
Nesses grupos de trabalho foram apresentados, ao todo, 102 trabalhos, com a presença de 165 participantes inscritos.
A Conferência da CESE teve o manifesto apoio do Diretor do Instituto de Educação, Prof. Geoff Whitty, que ofereceu fina recepção aos participantes, a quem deu as boas-vindas, no dia da abertura dos trabalhos. Outra simpática demonstração veio da Prefeita de Camden, que recebeu os participantes para uma visita ao sistema de educação daquela localidade, oferecendo uma recepção, à noite, no Instituto.
O Brasil esteve representado por alguns acadêmicos, que submeteram trabalhos à Conferência: Clélia de Freitas Capanema, Universidade Católica de Brasília e Membro da SBEC, em co-autoria com Ignez Martins Tollini, Universidade de Brasília; Denise Leite, Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Maria Ester W. Chedzoy, Universidade Federal do Ceará; Ymiracy Polak, Universidade Federal do Paraná; Maria de Figueiredo-Cowen, Brazilian Lektor, Instituto de Educação, Universidade de Londres; José Soares, Universidade Estadual de Montes Claros, Minas Gerais, Doutorando no Instituto de Educação da Universidade de Londres; e Diva Lopes da Silveira, Universidade Rural do Rio de Janeiro.
4. INSCRIÇÕES PARA A CONFERÊNCIA ANUAL 2003 CIES
A CIES-Comparative and International Education Society realizará o seu 47º Encontro Anual em New Orleans, na Universidade Estadual de Michigan, no período de 12 a 16 de março de 2003. O tema do Encontro "A Conversation on Educational Achievements Globally" estende o diálogo para todos os assuntos ligados com pesquisa e prática sobre os mais variados modelos do ensino. A organização do evento convida os trabalhos que examinam sucessos educacionais dos grupos e dos indivíduos, novos paradigmas e melhores experiências que pontuaram os avanços educacionais, programas de bolsas e diversos projetos das áreas correlatas. Também estão sendo convidados "papers" que analisam modelos deficitários, mostrando o que funciona e o que não funciona, como e por quê alguns grupos encontram dificuldades. Interessam, sobretudo as iniciativas realizadas nos últimos vinte e cinco anos, dirigidas para garantir as oportunidades iguais para todos.
As formas de apresentação variam de painéis organizados, sessões de apresentações orais, sessões de posters, até simpósios e mesas-redondas.
Normas de inscrição para todos os formatos podem ser encontradas no site http://ed-web3.educ.msu.edu/cies2003.
Maiores informações com Dr. Reitumetse O. Mabokela, CIES 2003 Program Chair, 425 Erickson Hall, Michigan State University, East Lansing, MI 48824, USA ou pelo e-mail: cies2003@msu.edu.
O prazo final para a inscrição dos trabalhos é 01.10.2002.
5. THE PROGRAM IN PARTICIPATORY SCHOOL LEADERSHIP
Robert H. Girling, Sonoma State University, USA e Katia S. de Freitas, PGP/LIDERE/UFBA
The Programa de Capacitação em Gestão Participativa/Lidere (PGP) has been in operation at the Federal University of Bahia since August 1995. During this time the program has successfully established itself as a recognized source of research and training for the State of Bahia as well as a number of municipalities in the region around Salvador. The Program has helped to advance research and publication at the Federal University of Bahia establishing the UFBA as the leader in the field of aducational administration for all of Northeast Brazil.
Goals and objectives of the project
The PGP was established as a pilot project to provide schools in Northeast Brazil with the management skills they needed to deal with a particularly difficult social reality. Northeastern Brazil faces the most challenging conditions with a range of problems from poor buildings and facilities to lack of trained teachers. The PGP grew out of a commitment to provide training in leadership, team building, school finance, evaluation and the principles of shared governance to schools in Salvador, Bahia (Brazil's third largest city).
PGP OBJECTIVES
- To strengthen educational leadership in schools in Northeast Brazil
- To provide training in team building, budgeting, school planning, educational evaluation, curriculum and communication
- To assist municipalities in democratizing the management of schools
- To provide support and training to public and private agencies working to improve public education in Brazil
- To disseminate research on applied school administration
The guiding belief behind this project has been that administrative decentralization can help to improve the effectiveness of public schools in Bahia. The PGP is unique in that it brings faculty members from the University together with students into public schools to train school personnel while carrying out research on the process of administrative decentralization. How this works is that a team of two or three graduate students is assigned responsibility for each school. They visit their school monthly to work with the school team to identify the school's needs and to implement a program of staff development and problem solving in order to meet those needs.
What this means is that a partnership is established between the school and the university. Students benefit by gaining profound insight into the daily operation of the school and a broad overview of administrative issues as well as training in a methodology for school improvement.
Evolution of the project
The project began modestly working with just six pilot schools and ten graduate students. Following an initial phase of developing its curriculm and testing its methodology, the PGP was invited to join with efforts to train school leaders throughout Northeast Brazil as participants in a World Bank program of school improvement. As the program established credibility, more and more muicipal schools requested assitance. And beginning in 2002, the Municpality of Bahia comprising some 200 schools asked the PGP to develop a program of leadership training for all of its schools. Today the program and its staff of 40 volunteers and students is committed to working with 80 schools serving a population of 40,000 students over the next three years.
Through a series of extensive outreach efforts comprised or informational meetings, professional presentations at ANPAE, ANPED and other regional meetings the PGP has attained national recognition.
Contributions to Scholarship
At the level of the University, the PGP provided the nucleus for the graduate concentration in educational administration; this course of study did not exist prior to the Ford Foundation's funding for the PGP. The PGP has been successful in creating a cadre of young scholars who have contributed to the level of research and publication with over 40 masters and doctoral students and 5 professors. It is the second largest area of concentration of graduate students at the UFBa and recent graduates now serve on the Faculties of Catholic University in Salvador and a variety of other State universities. Post graduate programs in educational administration have been established at several regional universities with assistance from the PGP staff.
A total of 5 Ph.D. and 15 M.A. theses have been completed between 1996 and 2002. In addition, a total of 17 Ph.D. and 11 MA theses are in the processofcompletion. In 1998, the founders of the PGP published a textbook [A Escola Participativa], which elaborates the program's methodology and conceptual framework. This book has been adopted as a textbook in the training of administrators by the Secretaria de Educacao for the State of Bahia. It is now in its 4th edition and is distributed nationwide.
Meanwhile, through two professional journals, "Gerir" and "Gestão em Acão" the project has contributed to the propomotion and dissemination of applied educational research in the field of school democratization.
The Role of the Ford Foundation
From the beginning of the development of this project, the Ford Foundation representative Dr. Nigel Brooke played an instrumental technical and developmental role. To begin with the project could not have occurred at all without the financial assistance of the Ford Foundation. Although the start-up and indeed the entire project costs have been quite limited, no other source of funding for aprojet of this sort was available. The willingness of the Foundation to take a risk on an innovative and entrepreneurial project was unusual. Moreover, the project planners and staff were fortunate in being able to call on Dr. Brooke's expertise in educational research in Brazil. Responding to a series of searching questions such as how would the program reproduce itself and how could the program achieve sustainability led to several innovative solutions.
For example, the PGP was been able to reduce the proportion of Ford Funding from 100% to a level of 70% by obtaining funding from a variety of governmental and non-governmental sources.
Lessons learned
This program of activities sponsored by the Ford Foundation has provided a multitude of lessons to all involved.
- School improvement is a long term process which requires a long term commitment
- Building credibility requires a long term commitment
- Flexibillity is essential
- Practice what you preach
- Be patient
- Develop strategic alliances
- Leadership is critical to the success of schools
- The complexity of the school ecosystem requires a complex strategic response
- Schools are organic systems
- Involving the school community works.
6. RESENHA
HIGHER EDUCATION IN THE DEVELOPING WORLD edited by David W. Chapman and Ann E. Austin, Westport, USA, Greenwood Press, 2002.
O livro "Higher Education in the Developing World: Changing Contexts and Institutional Responses", organizado por David W. Chapman e Ann E. Austin, compreende treze capítulos arrumados em sete partes: I. Introduction and Overview; II. Seeking a New Balance in Government-University Relationships; III. Coping with the Challenges of Greater Autonomy; IV. Achieving Equity While Managing Expansion; V. New Pressures and Forms of Accountability; VI. Supporting Academic Staff in New Roles; VII. Conclusion, Lessons and Directions.
Nesta coletânea é possível identificar claramente cinco principais problemas que as instituições educacionais do mundo em desenvolvimento enfrentam como reação aos novos contextos decorridos das mudanças produzidas nas últimas décadas. Os cinco temas em destaque são os seguintes:
1. A procura de um novo balanço nas relações Governo-Universidade. As relações entre os governos e as instituições de nível superior são caracterizadas cada vez mais pelos deslocamentos que apontam para a privatização e descentralização. Os objetivos a serem alcançados às vezes colidem e os componentes do sistema mudam em diferentes velocidades, índices e padrões. Os conflitos que assim emergem podem ameaçar a conquista dos resultados desejados.
2. Enfrentamento da autonomia. Instituições com freqüência desejam mais independência do Governo sem, porém, desistir da sua dependência dos fundos públicos. Governos almejam colégios e universidades com mais auto-suficiência financeira, sem, porém, querer ceder a autoridade do Estado sobre as operações dessas instituições. A busca de um equilíbrio representa um dos principais desafios da reforma universitária nos países em desenvolvimento. Os benefícios da autonomia são freqüentemente mais claros do que os custos, dos ambos lados da equação.
3. Expansão administrativa com a preservação da eqüidade, aumento da qualidade e controle dos custos. Há geralmente uma tensão e, às vezes, uma negociação direta entre a necessidade política para expandir o número das matrículas, imperativo para aumentar a eqüidade, desejo educacional para elevar a qualidade e a sobrepujante necessidade de controlar as despesas. Governos estão sendo forçados a escolher entre o que é politicamente prudente, socialmente importante, academicamente desejável e financeiramente plausível.
4. Novas pressões e formas de contabilidade. A pressão às vezes negativa sobre a qualidade associada com o rápido crescimento das matrículas aumenta, ao mesmo tempo que aparecem instituições particulares e é concedida a autonomia financeira a muitas instituições públicas, sendo que a crescente prevalência dos cursos on-line destaca nova importância ao desenho e ao controle de procedimentos de verificar a qualidade.
5. Corpo docente com novos papeis. O padrão de uma universidade ou faculdade que paga mal o seu corpo docente, permitindo (e encorajando) que os professores complementem seus salários mediante aulas e consultas particulares, tem sido um caminho bastante comum de como subsidiar a educação superior do mundo em desenvolvimento. Uma conseqüência dos salários baixos resulta, assim, em pequeno controle sobre o tempo que o professor dedica à academia. Em vez de se entregar às iniciativas que poderiam melhorar o ensino da sua faculdade, em vez de conduzir pesquisas ou fornecer outro tipo de serviços, o tempo dos membros da faculdade se perde com freqüência na luta para maximizar os seus ganhos.
O capítulo que tem para nós um interesse especial é denominado "Flight from Freedom: Resistance to Institutional Autonomy in Brazil's Federal Universities", escrito por David N. Plank e Robert E. Verhine. O capítulo oferece uma breve revisão da história da educação superior no Brasil, para mergulhar na discussão bastante profunda das crises que as universidades federais do país estão enfrentando hoje em dia, tomando por base a análise das manifestações e conseqüências de dois fenômenos inter-relacionados: corporativismo e dependência do Estado. Entre outros aspectos, os autores focalizam as recentes tentativas do governo federal no sentido de reformar o sistema das universidades federais, implantando autonomia institucional. Mostram também como a proposta de autonomia e as iniciativas correlatas afetam os atores das instituições chaves e explicam a forte a organizada resistência que estes esforços tem encontrado. Concluem que a reforma institucional das universidades brasileiras exigirá um conjunto de intervenções a fim de alterar a estrutura do jogo corporativista que hodiernamente obstrui mudanças no sistema de educação superior.
A lista dos colaboradores desta coletânea é extensa: Ann E Austin (Michigan State University), Olga Bain (Kemerovo State University), Regsurengiin Bat-Erdene (no momento doutorando na Universidade de Pittsburgh), David W. Chapman (University of Minnesota), Bryan R. Cole (Texas A&M University), Halil Dundar (University of Minnesota), Elaine El-Khawas (George Washington University), D. Bruce Johnstone (State University of New York at Buffalo), Darrell R. Lewis (University of Minnesota), Yvonna S. Lincoln (Texas A&M University), David N. Plank (Michigan State University), Gerard A. Postiglione (University of Hong Kong), Jairam Reddy (pesquisador e consultor da educação superior, sobretudo para os países africanos), Jamil Salmi (Diretor do Setor Educacional para a América Latina do Banco Mundial), Robert E. Verhine (UFBA, presidente da SBEC), John C. Weidman (University of Pittsburgh), Yang "Sherry" Xiaobo (National Academy of Educational Administration in Beijing, China), Wang Xiaoping (Nike Corporation in Beijing, China).
Os interessados podem procurar maiores detalhes no site www.greenwood.com.
7. VISITAS AO HOME PAGE DA SBEC
Tomando como base limite o dia 6 de setembro de 2002, a equipe da SBEC resolveu pesquisar com que freqüência é consultada a home page da Sociedade Brasileira de Educação Comparada. A freqüência está sendo medida desde 7 de janeiro de 2002, sendo que até hoje a página da SBEC foi consultada 470 vezes. Até agora o dia da maior freqüência tem sido 26 de março de 2002, quando foram registradas 28 visitas. Como era de se esperar, o Brasil mantém o primeiro lugar em número de consultas realizadas (261 visitas, o que representa 55,5%), sendo seguido pelos Estados Unidos (121 consultas, o que corresponde a 25,7%). A tabela abaixo demonstra que o site da SBEC foi visitado no período de 7 de janeiro a 6 de setembro de 2002, por mais de vinte países diferentes:
| País |
VA |
VR |
| 01. Brasil |
261 |
55,5% |
| 02. Estados Unidos |
121 |
25,7% |
| 03. Espanha |
26 |
5,5% |
| 04. Japão |
10 |
2,1% |
| 05. México |
8 |
1,7% |
| 06. Portugal |
8 |
1,7% |
| 07. Canadá |
5 |
1,1% |
| 08. Hong Kong |
4 |
0,9% |
| 09. Suíça |
3 |
0,6% |
| 10. Alemanha |
3 |
0,6% |
| 11. França |
3 |
0,6% |
| 12. Network |
2 |
0,4% |
| 13. Argentina |
2 |
0,4% |
| 14. China |
1 |
0,2% |
| 15. Chile |
1 |
0,2% |
| 16. Singapora |
1 |
0,2% |
| 17. Reino Unido |
1 |
0,2% |
| 18. Itália |
1 |
0,2% |
| 19. Coréia do Sul |
1 |
0,2% |
| 20. Austrália |
1 |
0,2% |
| 21. Peru |
1 |
0,2% |
| Não identificados |
6 |
1,3% |
| TOTAL |
470 |
100,0% |
O programa Nedstat fornece uma grande variedade de tabelas e gráficos. Como, por exemplo, o gráfico dos continentes de origem da consulta do site da SBEC:
O registro estatístico mostra também as cidades de origem de consulta e os provedores mais utilizados (UUNET, USA; ufba.br, Brazil; América Online, USA; Road Runner, USA; University of Houston, USA; AT&T, USA; Region IV ESC, USA; TCA Internet, USA).
Estes dados provam a utilidade da página da SBEC e representam um forte estímulo para desenvolver todos os esforços no sentido de elevar a sua qualidade.
8. FILIAÇÕES À SBEC E RENOVAÇÕES
Os interessados em se filiar à Sociedade Brasileira de Educação Comparada-SBEC ou em renovar a sua filiação para 2002, devem preencher a ficha disponibilizada na home page da SBEC (www.sbec.org.br) e, a seguir, efetuar o pagamento no valor de R$ 30,00 (trinta reais) correspondente à anuidade de 2002. Para tanto é necessário depositar o cheque nominal no valor supra mencionado ou fazer a respectiva transferência em favor da SBEC, na conta corrente 603.604-X, Agência 3457-6 do Banco do Brasil S.A., Posto UFBA, Salvador, BA. A cópia xerox do comprovante do depósito ou da transferência deve ser remetida para o endereço do Dr. Robert E. Verhine, Presidente da SBEC, Diretor do ISP/UFBA, Campus Universitário de Ondina, Pavilhão 4, Avenida Adhemar de Barros, s/n - Ondina - 40.170-110 Salvador, BA, telefax: (71)237-1018 ou (71)237-1019. O recibo da SBEC será emitido logo após a confirmação do depósito ou transferência e enviado pelo correio para endereço que constar na ficha de inscrição/renovação, a qual na ocasião deve ser devidamente atualizada. Recomenda-se guardar os originais dos comprovantes de depósito ou de transferência para caso de um eventual extravio.